Em algum lugar da primeira infância

Publicado em 25 julho, 2010

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E, depois de anos, implosões e recomeços. Dos ajustes, dos remendos (e as maquiagens)…

As sub-repetícias ilusões, as sub-repetícias desilusões, a cara lívida, de novo, um pouco mais humana e sensível que ontem.

Como que, pressentindo a queda, o que muda com o tempo é só o tempo…

…de reação.

Dói diferente, mas dói;
Cansa diferente, mas cansa.
Como um
c
a
i
r de pé, os tendões querendo afrouxar, mas não.

Caleja…

Caleja…

Caleja…

Para aceitar que a vida é simples e cruel, é simples e fantástica, é simples e o que conseguirmos fazer dela.

E, depois de anos, depois de tudo, eis o grande prêmio, eis o que havíamos pressentido aos berros em algum lugar da primeira infância: a lógica de causa-efeito mais banal que possa existir.

[Do It, Lenine]

Publicado em: Brainstorming